Latinos de N.York declaram apoio a Obama em saída de seções eleitorais

Nova York, 4 nov (EFE).- A julgar pelas declarações na saída dos colégios eleitorais, a comunidade latina de Nova York, onde há 859 hispânicos registrados para votar, aparentemente depositou em Barack Obama, o candidato democrata à Casa Branca, suas esperanças de uma mudança nos Estados Unidos.

EFE |

Ao serem perguntados sobre seu voto, a maioria dos latinos coincidiu em apontar o senador por Illinois como a melhor alternativa a atual Administração, à qual atribuíram a crise financeira e o aumento do desemprego.

A comunidade latina também votou em Obama apostando no fim das deportações de imigrantes ilegais e do conflito no Iraque e na melhoria das relações com a América Latina e dos serviços de saúde e educação.

Luz Tania Obando, dominicana e dona de casa, saiu cedo de casa para votar nesta terça-feira e disse estar pronta para comemorar a vitória do candidato democrata.

"Espero que o presidente eleito promova uma mudança: acabe com a guerra, melhore a economia, faça com que nossos filhos não tenham que pagar tanto nas universidades, aumente a segurança e estenda o seguro médico a todos, independentemente de sua origem étnica e credo", declarou Obando à Efe.

"Obama é quem pode nos dar essa mudança. Estou otimista quanto à vitória dele. Ele é candidato de que as pessoas pobres precisam" acrescentou.

O também dominicano Zacarías Matías disse que votou em Obama para mudar o que não lhe agrada, como "as deportações que separam famílias e a guerra".

O porto-riquenho Prudencio Ortiz, de 81 anos, e o cubano Carlos Burzón, de 46 anos, que vive nos EUA desde 1980, também votaram pela mudança prometida pelo candidato democrata.

Embora líderes democratas latinos acreditem que o voto da comunidade será de Obama, José Arango, da equipe do candidato John McCain, disse à Efe que os republicanos esperam que 39% dos hispânicos votem no senador do Arizona, dada a proposta dele de criar vias para legalizar os trabalhadores imigrantes ilegais.

Em Nova York, as primeiras horas de votação foram marcadas pelas longas filas nos colégios eleitorais.

Na parte alta de Manhattan, que concentra a maior parte dos dominicanos que vivem em Nova York, meia hora antes da abertura das seções já havia eleitores fazendo fila.

"Tivemos uma maravilhosa mobilização" de eleitores nas primeiras horas, disse à Efe Juanita Barr, que há mais de 15 anos trabalha em seções eleitorais e que afirmou que esta foi "a vez que mais gente" foi votar.

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