Latinas que não falam inglês fazem menos reconstrução de mamas, diz estudo

Washington, 28 ago (EFE).- As latinas que falam pouco inglês e moram nos Estados Unidos têm menos probabilidades de obterem uma cirurgia para a reconstrução das mamas após uma mastectomia, segundo um estudo do Centro Integral do Câncer da Universidade de Michigan, publicado hoje.

EFE |

O estudo comparou os índices de cirurgias de reconstrução de mama entre mulheres brancas, negras, latinas mais adaptadas à cultura americana e latinas menos integradas.

De acordo com os dados da Sociedade Americana do Câncer, este ano, 194.280 mulheres nos EUA terão diagnóstico de câncer de mama e 40.610 morrerão em decorrência da doença.

As pesquisadoras analisaram os casos de 806 mulheres que receberam tratamento ao câncer de mama em Detroit e em Los Angeles.

De acordo com o estudo, 41% das mulheres brancas e a mesma porcentagem das latinas altamente integradas na cultura tinham obtido a cirurgia de reconstrução, enquanto somente 34% das negras e 14% das latinas menos integradas passaram pela operação.

"Temos bons dados que mostram que a reconstrução depois da mastectomia melhora a qualidade da vida", disse a autora principal do estudo, Amy Alderman, professora na Escola de Medicina da UM.

"Esta é uma parte do corpo que afeta a auto-estima, a imagem corporal, a sexualidade e os papéis sociais das mulheres. Nem todas as mulheres necessitam escolher a reconstrução, não é o adequado para todas. Mas todas as mulheres deveriam ter a opção", acrescentou.

As autoras do estudo descobriram que as taxas mais baixas de reconstrução não estão relacionadas com a falta de interesse.

De fato, mais da metade das latinas menos integradas nos EUA disse querer ter mais informação sobre a reconstrução de mamas.

"A reconstrução é importante para estas mulheres, mas uma proporção significativamente maior de latinas menos adaptadas não soube como obtê-la", acrescentou Amy.

"Isto sugere que há necessidades significativas e não atendidas neste grupo vulnerável. Querem fazer a reconstrução, mas ninguém fala disso", disse.

De acordo com o estudo, o índice de reconstrução de mamas está vinculado com a satisfação das pacientes com sua cirurgia de mastectomia.

As taxas de satisfação mais altas ocorreram entre as mulheres brancas que tiveram a reconstrução. Do total, 94% declararam sua satisfação com o tratamento recebido.

As mais baixas (56%) foram entre as latinas menos integradas, que não fizeram a reconstrução da mama. EFE jab/pd

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