Larijani pede à Justiça punição aos culpados por distúrbios no Irã

Teerã, 20 jan (EFE).- O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, pediu hoje ao Poder Judiciário a fazer-se cargo do relatório apresentado pelo comitê especial do Parlamento sobre os distúrbios pós-eleitorais.

EFE |

Em declarações divulgadas pela agência estudantil de notícias "Isna", o político conservador pediu punição aos culpados.

"Acompanhamos este assunto e agora instamos ao Poder Judiciário a fazer o mesmo, queremos castigo aos responsáveis", assinalou Larijani.

O chefe do legislativo lembrou que o comitê foi criado por sugestão do líder supremo da Revolução, o aiatolá Ali Khamenei, quem pediu a investigação dos fatos pós-eleitorais.

Ressaltou que Khamenei insistiu em repetidas ocasiões que não quer insultos a ninguém e nem que injustiças sem cometidas em seu nome.

O Irã está imerso em uma grave crise política e social desde a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad à Presidência, em 13 de junho, considerada pela oposição uma fraude.

Nesse mesmo dia, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas aos gritos de "onde está meu voto?".

Na violenta repressão aos protestos, pelo menos 30 pessoas morreram, conforme os números oficiais, e 72 pelas contas da oposição.

Milhares foram detidos, entre estes centenas de políticos da oposição reformista, que lideram os candidatos derrotados, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karrubi.

Os protestos, que se mantêm há seis meses, se agravaram em 27 de dezembro, dia sagrado da Ashura, após uma violenta repressão que culminou com oito mortes.

O regime iraniano acusou aos Estados Unidos e o Reino Unido de instigar a pior crise da República Islâmica desde sua fundação em 1979.

Um relatório apresentado dias atrás diante da Câmara certificou que durante a repressão dos protestos foram cometidas torturas e pelo menos três pessoas morreram na prisão de Kahrizak, fechada pouco tempo depois.

O relatório responsabilizou o então procurador-geral de Teerã, Said Mortazevi, que negou as acusações. EFE msh-jm/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG