Larijani descarta abertura de escritório de interesses dos EUA em Teerã

Teerã, 26 jun (EFE).- O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, qualificou hoje de rumores as recentes notícias sobre o desejo dos Estados Unidos de abrir um escritório de interesses em Teerã, onde Washington não tem embaixada desde o início dos anos 80.

EFE |

"Em geral, não comento rumores, e este é um dos rumores enganosos", disse Larijani, segundo a agência "Irna".

Vários meios de comunicação americanos e do Oriente Médio destacaram nas últimas semanas que os EUA pensam na possibilidade de abrir um escritório de interesses no Irã, país com o qual Washington não tem relações desde a vitória da Revolução Islâmica iraniana (1979).

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que considera que os EUA e Israel são os principais inimigos do regime islâmico de Teerã, tinha proposto há dois anos estabelecer vôos diretos com os Estados Unidos, algo a que as autoridades americanas não responderam na época.

"Se os americanos levarem as coisas a sério, teriam respondido à proposta de nosso Governo para que os cidadãos iranianos viajem de forma direta à América (EUA)", acrescentou Larijani.

Os Estados Unidos romperam suas relações com o Irã depois que um grupo de estudantes revolucionários atacaram, em novembro de 1979, a sede da Embaixada dos EUA em Teerã e tomaram como reféns durante 444 dias cerca de 50 cidadãos americanos.

A Embaixada da Suíça em Teerã se encarrega desde então dos interesses americanos neste país, enquanto os iranianos que quiserem visitar EUA devem viajar a Dubai para pedir o visto no consulado americano nos Emirados Árabes Unidos. EFE fa/an

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