Lançamento norte-coreano foi parte de programa de mísseis, diz Japão

Tóquio, 10 abr (EFE).- O Japão anunciou hoje que considera o lançamento de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte como parte de um programa de mísseis balísticos.

EFE |

"Como não houve nenhum satélite, apesar do anúncio da Coreia do Norte, o Japão determinou que (o lançamento) estava relacionado com um projeto para um míssil balístico", disse o porta-voz do Governo japonês, Takeo Kawamura, citado pela agência local "Kyodo".

As declarações do porta-voz coincidiram com os esforços do Japão para conseguir que o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas adote uma nova resolução em resposta ao lançamento no domingo passado de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte.

Kawamura disse que o Japão não acredita que o lançamento tivesse como objetivo pôr em órbita um satélite de comunicações, como alega o regime comunista, porque não foram detectadas as ondas de rádio que o suposto satélite teria de transmitir.

O porta-voz japonês insistiu em que "está claro que este lançamento viola as resoluções 1718 e 1695 do CS", que exige que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e com mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse armamento.

O ministro afirmou que, apesar de as investigações sobre o lançamento norte-coreano continuarem, a tecnologia utilizada pelo regime comunista no domingo passado é compatível com a necessária para lançar um míssil balístico.

Pouco após tomar conhecimento do lançamento do foguete, o Japão solicitou a convocação urgente do Conselho de Segurança, formado por China, Rússia, Estados Unidos, França e Reino Unido.

As três reuniões realizadas pelo CS desde o lançamento fracassaram na tentativa de se chegar a um consenso, já que Japão, EUA, Reino Unido e França reivindicam uma condenação firme a Pyongyang, enquanto China e Rússia são renuentes. EFE icr/mh

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