Lançamento de satélite norte-coreano seria ameaça à paz, diz ONU

Nações Unidas, 12 mar (EFE).- O lançamento de um satélite de comunicação pela Coreia do Norte no período entre 4 e 8 de abril representaria uma ameaça à paz na região, assegurou hoje o secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon.

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Ban pediu que a Coreia do Norte respeite a resolução 1.718 adotada pelo Conselho de Segurança (CS) após o teste nuclear que o regime norte-coreano realizou em 2006.

O documento pede que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e de mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento deste tipo de armamento.

"Estou preocupado com as recentes ações da Coreia do Norte relacionadas com o lançamento de um satélite ou um míssil de longo alcance", manifestou.

"Algo assim colocaria em risco a paz e a estabilidade da região", afirmou Ban, que antes de se transformar no principal representante das Nações Unidas foi ministro de Exteriores da Coreia do Sul.

O responsável da ONU disse desejar que a Coreia do Norte retorne às conservações de seis lados e ponha em prática os compromissos adquiridos dentro desse fórum.

No entanto, não quis afirmar que o lançamento do satélite seria uma violação da resolução 1.718, como sustenta Seul, e assinalou que esse é um assunto que o CS terá de discutir caso Pyongyang não desista de sua ideia.

A Coreia do Norte informou aos organismos competentes para a segurança do transporte marítimo e aéreo internacional que lançará um satélite de comunicação, apesar das fortes pressões globais contra.

O regime de Pyongyang notificou a Organização de Aviação Civil Internacional (Icao) e a Organização Marítima Internacional (OMI) sobre seu plano de lançamento para garantir a segurança de navios e aviões, segundo a agência oficial norte-coreana "KCNA".

A Coreia do Sul teme que o lançamento seja um teste de um míssil de longo alcance com possível uso militar, enquanto o Ministério da Defesa japonês reafirmou sua disposição de interceptar o projétil se considerar que seu território se encontra ameaçado.

A China, o principal aliado da Coreia do Norte na região e nas conversas para desarmamento do regime norte-coreano de seis lados, pediu compromissos de todas as partes, mas não os detalhou.

Também participam das negociações de seis lados Rússia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. EFE jju/mh

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