Lamy é reeleito diretor-geral da OMC e terá segundo mandato

Por Jonathan Lynn GENEBRA (Reuters) - Membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) renomearam Pascal Lamy como diretor-geral da entidade para um segundo mandato de quatro anos, informou o organismo nesta quinta-feira.

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O francês de 62 anos era candidato único para chefiar o órgão que rege o comércio mundial e foi aprovado por consenso em um encontro do Conselho Geral da OMC.

Foi a primeira vez nos 15 anos de OMC que uma candidatura não teve adversários.

O primeiro mandato do maratonista e ex-chefe de comércio da União Europeia foi dominado por esforços para concluir a rodada de Doha da OMC, que já tem sete anos e visa liberalizar o comércio mundial e ajudar os países pobres a prosperarem através das exportações.

Lamy argumenta que concluir a rodada é a maior prioridade da OMC.

"Além das concessões necessárias para concluir a rodada de Doha e também além do acesso ao mercado que ela trará, está o seu importante valor sistemático", afirmou Lamy ao conselho na quarta-feira.

"O maior prêmio da rodada de Doha é a certeza, previsibilidade e estabilidade que ela trará ao comércio global. É em um momento de crise como o que testemunhamos hoje que o valor dessas políticas de segurança aumenta", acrescentou.

Lamy, cujo novo mandato será iniciado em setembro, disse ao conselho que o órgão de 153 membros precisa avaliar outros assuntos, como mudança climática, segurança alimentar, energia, trabalho e protecionismo financeiro.

Mas um trabalho sério sobre essas questões não deve começar até que a tarefa imediata de atingir um acordo da rodada de Doha esteja próximo. Ele estimou que 80 por cento do acordo de Doha está pronto.

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