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Laços de Chávez e Farc são amplos e profundos , diz Wall Street Journal

Nova York - Os laços entre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) podem ser mais amplos e profundos do que o esperado, afirmou hoje o jornal The Wall Street Journal.

EFE |

O veículo de comunicação teve acesso a documentos sobre os arquivos encontrados no computador do guerrilheiro "Raúl Reyes", morto em 1º de março durante o ataque colombiano a um acampamento do grupo em território equatoriano.

O jornal econômico americano publica hoje que "funcionários dos serviços de inteligência dos Estados Unidos dizem que uma série de controversos arquivos obtidos que ligam Chávez com a guerrilha colombiana parecem ser autênticos".

O "Wall Street Journal" afirma que "se for verdade, isto intensificaria a pressão para que Washington imponha sanções a um de seus principais fornecedores de petróleo" e inclua a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo, onde já estão Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão e Síria.

Durante o ataque ao acampamento das Farc no Equador foram apreendidos vários laptops pertencente a "Raúl Reyes".

"Uma análise de mais de 100 dos documentos (do computador) por parte do "Wall Street Journal" sugere que os laços da Venezuela com as Farc são muito mais amplos e profundos do que se pensava", diz o jornal.

Nesses documentos indica-se que "a Venezuela está ajudando ativamente a armar os rebeldes, possivelmente com lança-granadas e mísseis terra-ar", acrescenta.

A reportagem afirma que "a Venezuela ofereceu às Farc um de seus portos para receber carregamentos de armas e que Caracas apresentou a idéia de elaborar um plano conjunto de segurança com as Farc e inclusive solicitou treinamento básico em técnicas de guerra de guerrilhas".

O jornal menciona a declaração de um funcionário americano não identificado que indica que "a comunidade de inteligência está completamente de acordo em que estes documentos são o que parecem ser".

Além disso, considera que o conteúdo desses arquivos pode "agravar a já tensa relação da Venezuela com os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial".

Entre as pessoas que as Farc detêm em seu poder estão três americanos, Marc Gonçalves, Keith Stansell e Thomas Howes, capturados em 2003 no sul da Colômbia, quando trabalhavam em uma firma que presta serviço ao Pentágono.

O jornal americano lembra que Chávez "disse em reiteradas ocasiões que os arquivos foram falsificados pela Colômbia", e remete a uma declaração do embaixador venezuelano em Washington, Bernardo Álvarez, na qual afirmou que a Venezuela "não reconhece a validade de nenhum destes documentos".

A Colômbia pediu à Organização Internacional da Polícia Criminal (Interpol) para realizar uma análise independente sobre o conteúdo dos computadores, cujos resultados não foram divulgados ainda.

O secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, viajará à Colômbia na próxima semana para anunciar os resultados.

Esses documentos, lembra o jornal, são parte de um grupo de mais de dez mil arquivos que, segundo os serviços de inteligência da Colômbia, estavam em três computadores pertencentes a Reyes.

O "Wall Street Journal" também se refere a que, segundo um documento, o ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, "pediu às Farc em novembro passado que treinassem seu Exército em táticas guerrilheiras básicas, incluindo 'explosivos, campos na selva, emboscadas, logística e mobilidade'".

O objetivo, segundo o periódico, era que "os soldados estivessem preparados para lutar em uma guerra de guerrilhas se os EUA invadissem a Venezuela".

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