Laboratórios admitem menos vacinas contra a gripe H1N1

Vários grandes laboratórios admitiram que fabricarão menos vacinas contra a gripe H1N1 do que previam inicialmente, o que gera preocupação nos países que se preparam para um aumento de contágios com a chegada do inverno no hemisfério norte.

AFP |

A diretora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, reconheceu que não teria vacinas em quantidade em quantidade suficiente "nos próximos meses".

Chan estimou em 900 milhões de doses a capacidade anual de produção mundial de vacinas contra a gripe, para uma população mundial de 6,8 bilhões de habitantes.

Em julho, a OMS estimou que os grandes laboratórios poderiam produzir, a partir de meados de outubro, até 94 milhões de doses semanais, o que equivaleria a 4,8 bilhões de doses por ano.

Mas em meados de agosto, a organização revisou para baixo o número, indicando que deveria ser dividido por dois e até por quatro, com uma capacidade de produção de 1,2 bilhão de doses anuais.

Consultados pela AFP, os grandes laboratórios admitiram que o rendimento da cepa é menor do que o previsto.

O laboratório suíço Novartis indicou que espera produzir "cerca de 100 milhões de doses este ano", abaixo de seu objetivo inicial, que era de produzir 150 milhões de doses por ano.

O grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline (GSK), que no início de agosto assegurou ter recebido pedidos de 291 milhões de doses, garante que poderá satisfazer estes pedidos.

No entanto, nesta mesma semana se negou a estabelecer os números de sua capacidade e ritmo de produção da vacina.

O laboratório francês Sanofi-Pasteur também não forneceu dados sobre sua capacidade de produção, argumentando que está à espera "imediata" dos resultados das análises clínicas.

Frente à impossibilidade de se poder vacinar em um primeiro momento toda a população contra a gripe, os governos devem planejar suas escolhas e estabelecer prioridades, indicou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O organismo pediu que sejam vacinados os funcionários dos serviços de saúde, encarregando os Estados de definir suas próprias políticas.

Os especialistas dos 27 países da União Europeia (UE) propuseram vacinar prioritariamente pessoas que estão com doenças crônicas há mais de seis meses, as mulheres grávidas e funcionários do setor médico.

Os ministros de Saúde da UE realizarão em 12 de outubro em Luxemburgo uma reunião extraordinária para avaliar a evolução da pandemia, anunciou nesta quarta-feira a titular sueca, Maria Larsson.

bur-chc/dm/fp

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