Vários laboratórios farmacêuticos aceitaram reduzir em 30% o preço de um dos principais tratamentos existentes contra a malária, anunciou nesta quinta-feira a Fundação Bill Clinton, que facilitou o acordo.

Os laboratórios Novartis chegaram a um acordo com um consórcio formado por seis empresas chinesas e indianas que produzem artemisinina, para abaixar o preço da terapia combinada baseada nesta substância e reduzir em 70% sua volatilidade no mercado mundial, declarou o ex-presidente americano Bill Clinton em entrevista coletiva.

Segundo Clinton, "quase todas as vidas perdidas por causa da malária poderiam ter sido salvas com acesso a remédios eficientes".

Cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo precisam de um tratamento contra a malária a cada ano. Os acordos anunciados tornam o tratamento mais acessível em 69 países da Ásia, da África, da América Latina e do Caribe.

O princípio ativo da artemisinina é extraído de uma planta cuja produção é variável. Por isso, o preço desta substância sofreu nos últimos anos uma variação de 700% que dificultou a gestão dos tratamentos, sobretudo nos países pobres.

O consórcio de empresas responsável pelo acordo é formado pelas indianas Calyx, Mangalam, Icpa e Cipla e pelas chinesas Holleyphar e PIDI Standard.

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