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Laboratório dos EUA analisa ossos de mortos durante ditadura argentina

Buenos Aires, 30 jul (EFE).- Um laboratório genético dos Estados Unidos compara 2.

EFE |

800 mostras de sangue de parentes de desaparecidos durante a ditadura militar argentina com mais de 600 restos ósseos de outras pessoas para determinar se elas foram mortas pela repressão, informou hoje a Equipe Argentina de Antropologia Legista.

Segundo essa organização científica argentina, o laboratório americano analisa as mostras de sangue e os restos desde o começo de julho.

"A idéia é que este projeto leve paz aos parentes de desaparecidos e forneça evidências aos julgamentos em curso na Argentina", ressaltou.

A organização científica disse que antes do fim do ano enviará outras 800 mostras de sangue para análise.

Os restos foram exumados de cemitérios da província argentina de Buenos Aires e do de San Vicente, em Córdoba, capital da província homônima, onde tinham sido sepultados como desconhecidos durante a ditadura militar (1976-1983).

A Equipe Argentina de Antropologia Legista, que atualmente trabalha em outros países latino-americanos, foi criada em 1984 para contribuir com a investigação de violações dos direitos humanos e identificar restos de desaparecidos.

A organização científica argentina também participa de tarefas similares em Chile, Colômbia, Guatemala, México e Peru. EFE alm/rr

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