Kuweit dissolve Parlamento e convoca eleições

Por Ulf Laessing e Rania El Gamal KUWEIT (Reuters) - O emir do Kuweit dissolveu na quarta-feira o Parlamento do país e convocou eleições para dentro de dois meses, na esperança de encerrar uma longa crise política e acelerar a aprovação de um pacote econômico de 5 bilhões de dólares.

Reuters |

Diante da segunda dissolução do Parlamento em um ano, o governo pode aprovar por decreto o pacote antes da eleição. Já a crise política pode recomeçar, já que políticos islâmicos devem novamente formar a maior bancada.

Parlamentares disseram que o emir xeque Sabah Al Ahmad Al Sabah deve indicar seu irmão, o príncipe xeque Nawaf Al Ahmad Al Sabah, como primeiro-ministro depois da eleição. Um deputado disse, sob anonimato, que o príncipe já aceitou o cargo, mas ainda não será nomeado.

Na segunda-feira, o emir aceitou a renúncia do gabinete chefiado por seu sobrinho, xeque Nasser Al Mohammad Al Sabah. O gabinete anterior de Nasser havia renunciado em novembro.

O monarca não marcou data para a eleição, mas a Constituição determina que seja num prazo de dois meses, segundo a agência estatal de notícias Kuna.

Deputados islâmicos e alguns liberais vinham atormentando os ministros com questões sobre os últimos três anos, em que houve cinco gabinetes no país. Muitos preferiram renunciar a enfrentar questionamentos duros ou votos de desconfiança.

A crise reflete o conflito subjacente entre o governo pró-Ocidental e a bancada islâmica, que desejava questionar o primeiro-ministro interino a respeito das medidas adotadas contra a crise e de um suposto desvio de verbas públicas.

O impasse adiou reformas econômicas, inclusive o plano de estímulo econômico destinado a combater a crise global. O pacote inclui garantias bancárias para ajudar o combalido setor financeiro.

O governo interino pode adotar o pacote por decreto, sem o Parlamento, e alguns analistas dizem que a próxima legislatura teria de aprová-lo, uma vez que já estaria sendo implementado.

Outros dizem que a aprovação parlamentar não é tão certa, e que os deputados, sentindo-se preteridos, poderiam aprovar emendas que afetassem a implantação do pacote.

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