Kuweit afirma ter frustrado plano de ataque contra refinaria

KUWEIT (Reuters) - Membros detidos de um grupo ligado à Al Qaeda planejavam atacar a refinaria de petróleo Shuaiba no Kuweit durante o mês sagrado para os muçulmanos do Ramadã, disse nesta quarta-feira uma autoridade de segurança do país membro da Opep. O Kuweit, o quarto maior exportador de petróleo do mundo, afirmou na terça-feira que tinha desbaratado um plano de seis membros de uma rede ligada à Al Qaeda de bombardear o campo militar norte-americano de Arifjan, a sede da defesa do Estado, e importantes instalações, mas não deu mais detalhes sobre os outros eventuais alvos.

Reuters |

"O grupo planejava atacar Shuaiba durante o Ramadã", disse a autoridade de segurança à Reuters. O Ramadã, um mês lunar, começará por volta de 22 de agosto.

Shuaiba, com produção de 200.000 barris por dia, é a menor das três refinarias do Estado membro da Organização dos Países Exportados de Petróleo (Opep), que tem uma capacidade total de cerca de 930.000 bpd.

Membros da célula, liderada por um cirurgião de um hospital do país aliado dos EUA no Golfo, confessou ter planejado os ataques para pressionar os Estados Unidos a removerem suas bases militares do Kuweit, de acordo com o jornal Al-Anbaa desta quarta-feira, citando fontes não identificadas que seriam ligadas à investigação.

Segundo o jornal, o grupo utilizou o Google Earth para obter imagens da refinaria, do campo militar e do prédio do governo.

"Essa refinaria é muito bem protegida", disse uma autoridade de energia do Kuweit. "Não tem como se aproximar por terra."

O Kuweit foi a plataforma para a invasão do Iraque em 2003 liderada pelos EUA para derrubar Saddam Hussein. As Forças Armadas norte-americanas ainda usam pontos estratégicos no país árabe como bases de apoio para as tropas em combate no Iraque.

O Kuweit reforçou a segurança em suas instalação petrolíferas em 2007, após a vizinha Arábia Saudita ter desbaratado um plano ligado à Al Qaeda que incluía ataques às instalações de petróleo do país.

Líderes da Al Qaeda, incluindo Osama bin Laden, já pediram algumas vezes que os militantes ataquem alvos de petróleo em países muçulmanos.

(Reportagem de Eman Goma)

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