Os eleitores do Kuwait votavam neste sábado para renovar o Parlamento do seu país, um rico emirado petroleiro do Golfo afetado por uma crise política que desembocou na realização de eleições antecipadas, as segundas em menos de dois anos.

Vinte e sete mulheres figuram entre os 275 candidatos a ocupar durante um mandato de quatro anos as 50 cadeiras da câmara, dissolvida em março pelo emir, o xeque Sabah Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, após uma disputa entre o governo e vários deputados.

Os eleitores votam em 94 sessões eleitorais, das quais 47 são apenas para mulheres e as restantes para os homens, que votam separadamente. As sessões fecham às 14h00 de Brasília e os resultados são esperados para domingo.

O Parlamento é eleito por voto universal, mas o governo não precisa de apoio de uma maioria e a dinastia dos Al-Sabah controla os principais ministérios do país, que é o quarto maior exportador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Segundo os analistas, os islamitas sunitas e os conservadores tribais voltarão a ter a maioria das cadeiras.

Sete grupos de oposição islamita, liberal e nacionalista apresentam 45 candidatos e apóiam outros 20, mas estão menos unidos que em 2006, quando se realizaram as últimas legislativas. As tribos, que representam metade do eleitorado, apresentaram 35 candidatos.

"Votei por um novo rosto no Parlamento, que tenha idéias novas", disse Fatima Mubarak, uma jovem dona de casa, após votar em uma sessão de Jabriya, 12 km da capital.

É a segunda vez que as mulheres do Kuwait podem votar ou ser candidatas. Nenhuma mulher foi eleita deputada em 2006.

A crise de março ocorreu após uma campanha contra ativistas da minoria xiita que, em um país governado por uma família real sunita, homenagearam o líder do Hezbollah xiita libanês Imad Mughnieh, morto em Damasco em um atentado.

oh/fb

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