Kuwait desmonta suposta rede de espionagem iraniana em seu território

Cairo, 1 mai (EFE).- As forças de segurança do Kuwait desmontaram uma suposta rede de espionagem da Guarda Revolucionária do Irã no país, segundo o site do jornal kuwaitiano "Al Qabas".

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Cairo, 1 mai (EFE).- As forças de segurança do Kuwait desmontaram uma suposta rede de espionagem da Guarda Revolucionária do Irã no país, segundo o site do jornal kuwaitiano "Al Qabas". O grupo é integrado por pelo menos oito pessoas, entre elas, militares que trabalhavam nos ministérios kuwaitianos de Interior e de Defesa, "bidun" (cidadãos árabes que carecem de nacionalidade) e pessoas com passaportes árabes, destacaram fontes de altas patentes nos serviços de segurança, citadas pelo jornal. As detenções aconteceram em uma operação conjunta dos órgãos da Segurança de Estado e dos Serviços de Inteligência do Exército kuwaitiano. Um dos supostos cabeças da rede foi detido há dois dias em um imóvel localizado na zona de Al Salibiya, onde a Polícia encontrou mapas de instalações, aparatos sofisticados de comunicação e uma quantidade de dinheiro superior a US$ 250 mil. Segundo as fontes, os militares que supostamente faziam parte do grupo se dedicavam a vigiar e fotografar instalações militares do Kuwait e dos Estados Unidos no país, além de buscar informação das datas e localização de manobras militares conjuntas. As fontes informaram ainda que os detidos confessaram nos interrogatórios que também se dedicavam a recrutar a pessoas cujos ideais coincidiam com os objetivos da Guarda Revolucionária Iraniana. Além disso, os suspeitos revelaram que prepararam relatórios sobre a situação política do Kuwait e que viajavam frequentemente ao Irã com os pretextos de receber tratamento médico, turismo ou visitar santuários, indicaram as fontes citadas pelo jornal. Teriam sido identificados pelas forças de segurança outros supostos membros da rede, entre seis e sete, que estariam foragidos. O Kuwait é um dos principais aliados dos EUA na região do Golfo Pérsico e acolhe várias bases militares americanas. EFE aj/fm

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