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Kurmanbek Bakiev não renunciou nem deixou o Quirguistão, diz governo

O líder do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, não cedeu o poder nem abandonou o país, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/07/oposicao+eleva+a+100+os+mortos+nos+disturbios+do+quirguistao+9451151.html target=_topapesar dos grandes protestos antigovernamentais, informaram hoje fontes da presidência do país.

EFE |

"O presidente está no país, no edifício do governo", assinalou a fonte à agência oficial russa "RIA Novosti".

Outras fontes indicaram que Bakiev, que chegou ao poder após a Revolução das Tulipas de 2005, havia deixado hoje o país.

Os manifestantes opositores ocuparam e saquearam a sede do Parlamento, incendiaram o edifício da Procuradoria Geral e agora tentam entrar no prédio do Ministério do Interior.

Além disso, segundo outras fontes, centenas de pessoas teriam entrado sem oposição da polícia na residência da família do presidente, que estaria vazia.

Há cinco anos, o então presidente Askar Akayev foi derrubado do poder e se exilou em Moscou, depois que os opositores tomaram o controle dos principais edifícios oficiais. Após a queda de Akayev, Bakiev assumiu o poder.

A oposição do Quirguistão pediu a Bakiev que apresente sua renúncia e ceda o poder, após a violenta repressão das manifestações na capital.

"Assumimos a responsabilidade pelo ocorrido no país. Em breve serão criadas milícias que se encarregarão de garantir a ordem", afirmou Omurbek Tekebayev, ex-presidente do Parlamento.

Tekebayev estimou em cerca de 100 o número de mortos nos choques entre a Polícia e os opositores. Segundo ele, vários dirigentes opositores se reuniram com o primeiro-ministro, Daniar Usenov.

"O único objetivo possível é que eles renunciem ao cargo", insistiu em discurso à televisão pública, cujas emissões são controladas pela oposição.

Ele pediu aos manifestantes que não violem a ordem pública e ressaltou que a oposição controla a situação em quase todo o país.

Além disso, assinalou que opositores estão tentando libertar o ex-ministro da Defesa Ismail Isakov, que se encontra na prisão. "Se for libertado, todas as Forças Armadas passarão ao seu comando", complementou.

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