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Kundera chama de puras mentiras acusações de colaboracionismo

Paris, 14 out (EFE).- O escritor tcheco naturalizado francês Milan Kundera chamou de puras mentiras as acusações de colaboração com a ditadura comunista de Praga em 1950, como publicou uma revista daquele país.

EFE |

"Estou extremamente surpreendido pelas informações divulgadas pela revista tcheca 'Respekt' e divulgadas pela imprensa internacional. Rejeição da maneira mais firme essas acusações que são puras mentiras", afirmou o escritor em um comunicado conciso divulgado hoje.

O autor de "A Insustentável Leveza do Ser" respondeu assim às acusações de que, em sua juventude, teria colaborado com os comunistas para prender o estudante Miroslav Dvoracek.

Seu nome aparece em um relatório policial de 1950 no qual se descreve como Kundera delatado à Polícia Dvoracek, procurado por desertar do Exército.

"Hoje, por volta das 16h, um estudante, Milan Kundera, nascido em 1º de abril de 1929 em Brno (...) apresentou-se neste departamento para informar (que uma estudante deve encontrar-se ao anoitecer com um certo Miroslav Dvoracek)", indica o relatório policial extraído de arquivos do Ministério do Interior.

"Este último aparentemente desertou do serviço militar e esteve na primavera do ano passado na Alemanha, onde entrou ilegalmente", acrescenta o documento.

No documento não aparece a assinatura do escritor, na época com 20 anos.

Detido, Dvoracek pegaria pena de morte, mas acabou tendo a pena reduzida a 22 anos de prisão, que passou em grande parte no pior campo de trabalhos forçados do país, as minas de urânio de Pribram.

Kundera, comunista fervoroso nos primeiros anos do regime tcheco, afastou-se do governo após o esmagamento do reformismo na Primavera de Praga de 1968.

Em 1975, o escritor exilou-se na França e adotou a nacionalidade francesa. EFE lmpg/jp

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