Krugman: relação entre América Latina e EUA mudará com Obama no poder

O novo Prêmio Nobel de Economia, o norte-americano Paul Krugman, ressaltou que as relações entre seu país e a América Latina mudarão se o candidato democrata, Barack Obama, chegar à Casa Branca, segundo uma entrevista concedida neste domingo ao jornal chileno La Tercera.

AFP |

Consultado sobre se as atuais relações mudarão com um democrata no poder, Krugman respondeu: "Sim. Bush se opôs a alguns governos. Governos não necessariamente desejáveis, mas que haviam sido eleitos e com os quais precisava se entender".

O economista ressaltou também que a estratégia adotada pelo atual governo norte-americano em relação a alguns países da região é "ingênua".

"A idéia de que a democracia vai produzir sempre governos desejáveis para nós é ingênua e não se pode construir uma política exterior sobre essa base", afirmou.

Krugman, que como colunista do New York Times é um crítico ferrenho das políticas de George W. Bush, ressaltou que defendeu o governo venezuelano de Hugo Chávez quando esteve a ponto de ser derrubado há seis anos.

"O que fiz foi denunciar a tentativa de golpe na Venezuela em 2002. Esse tipo de coisa pertence ao passado e só nos tornam inimigos, independentemente do fato de Chávez ser um populista típico", explicou.

A Real Academia de Ciências da Suécia concedeu na semana passada o Prêmio Nobel de Economia a Paul Krugman, por seus trabalhos sobre os intercâmbios comerciais.

Krugman, de 55 anos, elaborou uma teoria que integra pesquisas sobre intercâmbios comerciais e globalização a estudos sobre os processos de urbanização em escala planetária.

lto/dm

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