Kremlin diz que trabalhará com Obama por desarmamento

MOSCOU (Reuters) - A Rússia tem uma visão positiva dos sinais da nova administração dos Estados Unidos de que deseja restabelecer laços e Moscou está pronto para trabalhar com Washington pelo desarmamento, o Kremlin disse nesta terça-feira. O que nós temos ouvido recentemente da nova administração sobre a relação norte-americana e russa tem tido reação positiva em Moscou, disse à repórteres Natalya Timakova, porta-voz do presidente russo Dmitry Medvedev.

Reuters |

"Nós estamos prontos para um trabalho completo com os nossos parceiros norte-americanos nas relações bilaterais, inclusive em questões sobre desarmamento", disse.

Ela não detalhou quais sinais particulares da Casa Branca foram elogiados pelo Kremlin, mas poderia ser uma referência ao vice-presidente norte-americano Joe Biden que, na semana passada, disse que os Estados Unidos desejavam "pressionar o botão reset (reiniciar)" nas relações com Moscou.

Durante a administração do ex-presidente George W. Bush, a Rússia e os Estados Unidos duelaram sobre o plano de Washington de construir um escudo de defesa anti-mísseis na Europa, e sobre a tentativa de incluir as ex-repúblicas soviéticas da Georgia e Ucrânia na Otan.

O novo presidente norte-americano, Barack Obama, não deu detalhes de como planeja trabalhar com a Rússia, mas ele afirmou a necessidade de uma política externa mais pragmática e menos ideológica.

As declarações deram início à especulações sobre um iminente descongelamento das relações diplomáticas que, sob Bush, atingiram o ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria.

Uma das questões mais importantes na agenda entre Estados Unidos e Rússia é um acordo sobre a substituição do pacto de armas nucleares Start, quando este expirar no fim deste ano.

As declarações da porta-voz do Kremlin salientaram os comentários do vice-premiê russo Sergei Ivanov, que se encontrou com Biden na semana passada em uma conferência sobre segurança em Munique.

Ele elogiou os comentários de Biden sobre o recomeço das relações, dizendo que eles mostravam que os Estados Unidos têm um grande desejo de mudança.

(Reportagem de Oleg Shchedrov e Christian Lowe)

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