Moscou, 25 mai (EFE).- O Kremlin condenou hoje o teste nuclear realizado hoje pela Coreia do Norte e pediu que os dirigentes norte-coreanos respeitem as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

"A Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança e signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), condena esse tipo de ação", disse Natalia Timakova, porta-voz do Kremlin.

A Presidência russa adverte que "os indutores da decisão de realizar testes nucleares são responsáveis perante a comunidade internacional".

"Está claro que a Coreia do Norte só poderá garantir sua segurança pela via política e diplomática", afirmou.

O Kremlin se mostra "convencido de que a Coreia do Norte deve estar consciente da falta de perspectiva de sua aposta pela força militar e pela contenção nuclear".

"Esperamos dos parceiros norte-coreanos uma postura responsável que parta dos interesses da estabilidade na região, o estrito respeito ao regime de não-proliferação nuclear e o cumprimento das decisões do Conselho de Segurança da ONU", disse.

A Rússia considera que o teste nuclear subterrâneo realizado por Pyongyang "é uma violação direta da resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU, que foi aprovada no artigo 41 do capítulo VII da carta de fundação das Nações Unidas".

"Estas ações também foram um duro golpe aos esforços internacionais que buscam o fortalecimento do regime global de não-proliferação nuclear que se cimentam no TNP e no acordo sobre proibição de testes nucleares", afirmou.

Na opinião de Moscou, "os passos norte-coreanos desestabilizam seriamente a situação na região do nordeste da Ásia".

"Preocupa, especialmente, o fato de que o programa nuclear da Coreia do Norte tenha sido colocado em prática em comum com o desenvolvimento da tecnologia de mísseis", acrescenta.

O Kremlin também expressa sua "séria preocupação" e "lamenta profundamente" o fato de que "o teste tenha sido feito em uma área limite com o território da Federação Russa, o que confirmam os dados dos correspondentes serviços federais". EFE io/an

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