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Kouchner: Se a missão humanitária não der certo, tentaremos outro caminho

Paris, 8 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse hoje que a missão humanitária enviada à Colômbia para tentar prestar socorro à franco-colombiana Ingrid Betancourt e aos demais reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), continuará no país.

EFE |

Kouchner também declarou que, caso as Farc não respondam ao pedido de acesso à refém, terá que ser buscado um outro caminho para tentar a libertação.

"Não esperávamos ter uma resposta em 24 ou 48 horas. Vamos ver.

Aguardamos, esperamos, comunicamos os contatos. Se não der certo, tentaremos outro caminho", afirmou o chefe da diplomacia francesa, em sua entrevista coletiva quinzenal.

A missão humanitária, enviada por França, Espanha e Suíça, está em Bogotá desde a última quinta-feira, esperando que a guerrilha colombiana permita a prestação de assistência médica a Betancourt.

"Por enquanto, a missão permanece por lá. Não vamos cruzar os braços em seguida", disse Kouchner.

"Se esta missão que está na Colômbia, e os esforços dos embaixadores dos três países, não forem suficientes, então inventaremos outra coisa. Mas não desistiremos", destacou.

Para Kouchner, o maior empecilho para o sucesso da missão reside justamente em uma resposta positiva das Farc.

"Se através deste canal o objetivo não for alcançado, já que as Farc sem dúvida estão desorganizadas pela morte de dois dos sete integrantes de seu secretariado, então tentaremos por outro caminho", insistiu Kouchner.

Quando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou, há uma semana, que enviaria a missão humanitária à Colômbia, afirmou que Betancourt estava correndo risco de morte iminente.

No entanto, o próprio Kouchner disse ontem ter a "sensação" de que a refém "estaria em condições melhores do que as que foram divulgadas", em uma referência aos rumores alarmantes que circularam na semana passada.

Perguntado hoje em que se baseava para dar essa declaração, o chefe da diplomacia francesa citou exames médicos e análises biológicas sobre os quais o Governo foi informado. Ainda assim, Kouchner admitiu que há muitas incertezas a respeito da refém.

Na semana passada, um guerrilheiro recém detido, e considerado o "médico" da cúpula das Farc, deu informações importantes a respeito de Betancourt.

Segundo o homem, a ex-candidata à Presidência colombiana sofre de desnutrição aguda, gastrite, malária, síndrome do colón irritável e dor aguda no hipocôndrio.

Por outro lado, Kouchner destacou hoje a "grande importância" da manifestação em favor de Betancourt realizada no último domingo, em Paris, que contou com a participação da presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que concluiu ontem uma visita-relâmpago à capital francesa.

"A participação de Cristina na passeata, onde fez um discurso muito decidido, mostra o vínculo existente entre Europa e América Latina na causa dos reféns das Farc", disse o ministro.

"Isso era inimaginável há alguns anos, quando a Europa lutava pela libertação de Betancourt e dos outros reféns, e a América Latina considerava, em parte, que era um assunto interno da Colômbia", declarou Kouchner.

"Agora, todos os presidentes latino-americanos se preocupam com o problema", elogiou. EFE al/wr/gs

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