Kouchner prevê mais sanções ao Irã, após anúncio de instalação de centrífugas

Paris, 8 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, considerou perigoso o plano anunciado hoje pelo Irã de instalar 6 mil novas centrífugas, e advertiu para a possibilidade de reforçar as sanções contra o país, caso Teerã continue desrespeitando as reivindicações da comunidade internacional sobre seu programa nuclear.

EFE |

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que seu país está iniciando a instalação de 6 mil novas centrífugas para enriquecer urânio na usina nuclear de Natanz, segundo revelou a televisão estatal do Irã.

Perguntado sobre as intenções de Teerã, o chefe da diplomacia francesa disse que o anúncio lhe causa "inquietação e vigilância", mas que não o surpreende.

"Temo que só reste a opção de seguir pelo caminho das sanções, caso não haja resposta dos iranianos", declarou Kouchner.

O ministro se referia às resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exigiu em vão que o Irã suspendesse o enriquecimento de urânio.

O Conselho já impôs várias sanções ao país por sua recusa a fazê-lo, e diante do silêncio de Teerã perante as ofertas de diálogo das seis potências mais envolvidas no caso - os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, China e França) mais a Alemanha.

"Se essa situação perdurar, teremos que reforçar as sanções, sem abrir mão do diálogo com os iranianos", disse Kouchner.

O chanceler francês disse que na última resolução com sanções ao Irã adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, havia um elemento novo: uma abertura, na forma de uma tentativa, por escrito, de diálogo.

"Mas as tentativas físicas de dialogar não deram nenhum resultado", lamentou Kouchner.

As seis potências envolvidas no caso devem se reunir este mês para conversar sobre sua estratégia em relação ao Irã. EFE al/wr/gs

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