Kouchner e Miliband chegam à RDC para tentar resolver crise

Kinshasa, 1 nov (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, e britânico, David Miliband, chegaram hoje a Kinshasa em um esforço diplomático da comunidade internacional para tentar resolver a crise da República Democrática do Congo (RDC) e restabelecer a paz.

EFE |

Kouchner e Miliband devem se reunir com o presidente da RDC, Joseph Kabila, antes de viajar para Goma, capital da província de Kivu Norte, onde nas últimas semanas têm ocorrido violentos combates que causaram a fuga de milhares de civis.

Ao chegar à capital da RDC, Kouchner disse à imprensa que o objetivo da viagem é "restabelecer o contato entre o Governo de Kinshasa e os rebeldes como um primeiro passo para as conversas de paz".

Kouchner também explicou que a União Européia (UE) está preparada para mandar ajuda humanitária à RDC, mas que ainda estão analisando se enviarão ou não militares para apoiar os capacetes azuis da ONU presentes na região.

Os ministros seguirão posteriormente a Kigali, onde devem se reunir na segunda-feira com o presidente de Ruanda, Paul Kagame, acusado pelo Governo de Kinshasa de apoiar militarmente a rebelião armada do general tutsi Laurent Nkunda, que vem enfrentando o Exército da RDC desde 1998.

Kouchner e Miliband concretizarão com Kabila e Kagame a proposta da convocação de uma cúpula em Nairóbi, proposta pelo comissário de Desenvolvimento europeu, Louis Michel, à qual os dois presidentes já confirmaram sua presença, informou ontem a Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE).

A viagem de Kouchner e Miliband coincide com a visita do chefe das forças de paz da ONU, Alain Le Roy, e da subsecretária de Estado dos EUA para Assuntos Africanos, Jendayi Frazer.

Segundo as organizações humanitárias envolvidas na ajuda a milhares de pessoas deslocadas, a crise humanitária continua em Kivu Norte. Por essa razão, o Governo britânico anunciou uma doação de US$ 8 milhões que permitirá organizar a assistência aos congoleses.

Por outro lado, espera-se a chegada de 10 toneladas de remédios e equipamentos médicos fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Governo da Itália, que pretendem, com isso, reduzir o risco de epidemias de cólera e malária.

Mais de 50 mil pessoas se viram forçadas a fugir de suas casas e a se dirigir a campos de refugiados situados nas imediações de Rutshuru, segundo fontes de organizações humanitárias que atuam na região.

Além disso, fontes policiais no leste da RDC confirmam o progressivo retorno à normalidade em Goma.

Segundo as mesmas fontes, os cidadãos da conflituosa região estão retomando suas atividades graças ao cessar-fogo unilateral declarado na quarta-feira por Nkunda. EFE py/wr/rr

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