O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, confirmou nesta quinta-feira o desejo de que a França possa acolher, depois de um estudo caso por caso, ex-prisioneiros de Guantánamo.

O porta-voz adjunto do ministério das Relações Exteriores, Frédéric Desagneaux, comemorou a decisão de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, proceder a este fechamento, solicitado há muito tempo por Paris e outras capitais da União Européia (UE).

"O necessário combate ao terrorismo deve ser empreendido em todas as circunstâncias, mas respeitando os direitos humanos, o direito internacional e o direito dos refugiados", declarou à imprensa.

"O exame dos eventuais pedidos individuais de acolhida formulados por pessoas envolvidas seria feito caso por caso, avaliando atentamente as implicações judiciais e o risco de segurança", acrescentou.

"Os prisioneiros contra os quais não pesa nenhuma acusação e que forem liberados de Guantánamo não devem ser enviados a seu país de origem se correrem o risco de lá serem perseguidos", continuou.

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