Kouchner critica insistência do Irã em prosseguir corrida nuclear

Paris, 23 jul (EFE) - O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, se mostrou decepcionado com as declarações feitas hoje pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre o direito do país de ter acesso à tecnologia nuclear, mas não acredita que seja a última palavra de Teerã. Ahmadinejad declarou hoje que o Irã não renunciará a seu direito de ter acesso à tecnologia nuclear e não se submeterá às pressões ocidentais para que abandone o enriquecimento de urânio. É sempre muito decepcionante ver como aos esforços de paz se opõem uma tenacidade e uma firmeza que não são um bom argumento nem um benefício para o povo iraniano. Não desesperamos e seguiremos, disse o chefe da diplomacia francesa, depois de se reunir com seu colega de Montenegro, Milan Rocem.

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"Estamos bastante decepcionados, mas não pensamos que seja a última palavra" do Irã no assunto, acrescentou Kouchner, apesar de ter indicado que leva "muito a sério" as declarações.

Ao destacar que Ahmadinejad é conhecido pela "quase incapacidade de ser flexível", Kouchner destacou não estar surpreso pelas declarações e indicou que "os iranianos que foram enviados (para as negociações) são muito mais flexíveis" e "têm perspectivas de relações com outros países muito mais abertas".

Não se sabe se ele se referia em particular ao principal negociador iraniano no tema nuclear, Saeed Jalili, que se reuniu no sábado em Genebra com o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, e autoridades das seis envolvidas na busca de uma saída ao caso.

Kouchner, que tinha dito que não esperava nada imediatamente da reunião de Genebra, acredita que houve, ali, "um começo" e afirmou que segue tendo esperanças.

"Gostaríamos de que o povo iraniano se desse conta de que somos partidários de que tenha energia nuclear civil. Claro que sim, tem o direito de ter energia nuclear civil e, além disso, estamos dispostos a ajudá-lo", ressaltou. EFE ik/db

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