Kouchner conclui visita à Colômbia para tratar do caso Betancourt

O chanceler francês, Bernard Kouchner, concluiu na noite desta segunda-feira, em Bogotá, a primeira etapa de sua viagem para tentar a libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, e que incluirá ainda Equador e Venezuela.

AFP |

Kouchner, cujo governo propôs a Bogotá reconsiderar a mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para a troca de reféns por guerrilheiros presos, manteve uma reunião de 45 minutos com o presidente colombiano, Alvaro Uribe.

Da reunião entre Uribe e Kouchner também participaram o Alto Comissário colombiano para a Paz, Luis Carlos Restrepo, o chanceler colombiano, Fernando Araújo; e o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

"Foi uma reunião cordial e intensa. O chanceler Kouchner entregou uma carta de seu governo ao senhor presidente (Uribe) e este prometeu respondê-la em breve", disse à AFP um funcionário da presidência colombiana, que pediu para não ser identificado.

Antes do encontro com Uribe, Kouchner se reuniu com Yolanda Pulecio, mãe de Ingrid Betancourt, com a congressista opositora Piedad Córdoba e com os ex-reféns das Farc Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Gechem.

Uribe tem negado qualquer iniciativa para recolocar Hugo Chávez à frente das negociações para libertar Betancourt e outros reféns das Farc.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinalou na semana passada que considera necessário que Chávez "siga comprometido" na libertação dos reféns.

A visita de Kouchner acontece um mês depois do envio de um avião francês com equipamento médico para atender Betancourt e outros reféns na selva, o que foi considerado "improcedente" pelas Farc.

Ingrid Betancourt, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 23 de fevereiro de 2002, está com sérios problemas de saúde.

A franco-colombiana, três cidadãos americanos, três políticos e dezenas de militares e policiais colombianos integram o grupo de 39 reféns que a guerrilha propõe trocar por 500 rebeldes presos.

Como condição de negociação, a guerrilha exige que por 45 dias duas regiões do sudeste do país sejam desmilitarizadas, além da libertação dos rebeldes.

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