Kouchner aposta em rápida solução para libertar reféns das Farc

Caracas, 30 abr (EFE) - O ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse hoje que aposta em uma rápida solução para conseguir a libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), depois de se reunir em Caracas com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Acredito, quero crer e desejo que o desenlace seja feliz e próximo neste doloroso caso, afirmou Kouchner na capital venezuelana, última escala da viagem que o levou também a Colômbia e Equador, para reativar as gestões que levem à libertação dos seqüestrados, entre eles a franco-colombiana Ingrid Betancourt. Ao deixar o Palácio de Miraflores, sede da Presidência, o ministro disse que falou com Chávez sobre a libertação dos seqüestrados; de Ingrid (Betancourt) e de todos os demais. Em rápidas declarações à imprensa, comentou que a tensão é alta entre Colômbia, Equador e Venezuela, em alusão à crise entre os três países andinos, e assegurou que o Governo francês está disposto a fazer de tudo para reduzi-la. O ministro francês, que afirmou na terça-feira à noite em Bogotá que todos se parabenizarão se Chávez retomar seu papel de mediador na questão dos reféns, considerou positiva sua reunião com o governante venezuelano. Kouchner falou apenas alguns minutos com a imprensa antes de deixar o Palácio presidencial venezuelano para ir ao aeroporto e voltar à França. Fontes da Embaixada da França em Caracas disseram à Agência Efe, antes do encontro, que Kou...

EFE |

), todos se congratularão por isso".

O chefe da diplomacia francesa indicou que foi graças à gestão de Chávez que o grupo rebelde libertou entre janeiro e fevereiro, em duas missões humanitárias, seis dos reféns da guerrilha.

As Farc libertaram os seis seqüestrados de forma unilateral como um gesto de reparação para com Chávez, depois que Uribe colocou fim, em novembro passado, a seu papel como mediador, da mesma forma que ao da senadora opositora colombiana Piedad Córdoba.

O ministro francês também disse que com a recente morte de "Raúl Reyes", porta-voz internacional das Farc, foi perdido "um contato muito valioso".

Reyes morreu em 1º de março em uma operação colombiana contra um acampamento da guerrilha no Equador, o que gerou uma profunda crise, na qual Quito, Caracas e Manágua acusaram Bogotá de violação da soberania territorial.

As Farc, por sua parte, afirmaram que não haverá mais libertações unilaterais de reféns. EFE eb/db

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