Kosovo nomeia seus primeiros representantes diplomáticos

Pristina, 28 ago (EFE).- O Governo do Kosovo nomeou hoje seus primeiros encarregados de negócios de várias representações diplomáticas em 10 capitais, assim como em Nova York, dando início à sua presença internacional.

EFE |

O primeiro-ministro kosovar, Hashem Thaçi, anunciou hoje a lista de representantes diplomáticos, elaborada em consultas com o presidente da jovem república, Fatmir Sejdiu, que deverá ainda sancionar as nomeações de forma oficial.

"Estas pessoas têm históricos patrióticos e profissionais. Não foram nomeadas somente por razões políticas", disse Thaçi.

Desta forma, Avni Spahiun, um destacado jornalista, assumirá a legação em Washington; o professor de filosofia Muhamedin Kullashi a de Paris; o político Ilir Dugoli em Bruxelas, e o ex-assessor presidencial Muhamet Hamiti em Londres.

Também foram nomeadas diversas personalidades para dirigir a diplomacia kosovar em Berlim, Berna, Roma, Viena, Tirana e Ancara.

A representação perante a Organização das Nações Unidas em Nova York será dirigida por Sylejman Gashi.

O Kosovo se autoproclamou independente da Sérvia em 17 de fevereiro, e desde então sua soberania foi reconhecida por 46 países, em sua maioria ocidentais.

Quatro meses depois -em 15 de junho-, o Parlamento de Pristina adotou a nova Constituição do país, e logo depois o presidente aprovou a criação das primeiras 10 representações diplomáticas nas já citadas capitais.

Além disso, se decidiu abrir uma missão em Nova York, apesar de o Kosovo ainda não ser membro das Nações Unidas.

Ontem, o Governo decidiu destinar 25 milhões de euros para que o Ministério de Exteriores possa abrir as missões diplomáticas.

Enquanto isso, a Sérvia, apoiada pela Rússia, continua a rejeitar a independência do Kosovo, e anunciou uma iniciativa para tentar frear o processo de reconhecimento internacional na próxima sessão da Assembléia Geral da ONU.

Entre outras medidas, Belgrado promove uma resolução para que a Corte Internacional de Justiça se pronuncie sobre a legalidade da declaração unilateral da independência do Kosovo. EFE am/gs

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