Pristina, 14 abr (EFE).- O Governo de Kosovo negou as acusações da ex-procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) Carla Del Ponte de que Exército de Libertação do Kosovo (UCK) permitiu o tráfico de órgãos humanos de cidadãos civis sérvios.

O vice-primeiro-ministro de kosovo, Hajrdin Kuçi, declarou hoje que "são difamações" as declarações de Del Ponte para tentar justificar as acusações sem fundamentos contra os militantes kosovares.

Em um livro recém-publicado em italiano e intitulado "La Caccia: Io e I Criminali di Guerra" (A Caça: Eu e os Criminosos de Guerra, em tradução livre), Del Ponte, que perseguiu os crimes cometidos na antiga Iugoslávia até 2007, responsabiliza o UCK de traficar órgãos de até 300 prisioneiros sérvios detidos no Kosovo, província sérvia que declarou sua independência em fevereiro deste ano.

O ministro da Justiça do Kosovo, Nebile Kelmendi, afirmou que estas acusações são claras invenções e que se Del Ponte tivesse tido esta informação deveria tê-las incluído na folha de acusações contra os kosovares.

A ONG kosovar a favor dos direitos humanos, KLMDNJ, solicitou ao Governo de Pristina que processe a ex-procuradora-geral suíça e atual embaixadora de seu país na Argentina.

No livro, que também gerou protestos da Sérvia por incluir acusações também contra Belgrado, Del Ponte conta como os sérvios eram transportados para a região albanesa de Burrel para terem seus órgãos extirpados e vendidos no mercado internacional. EFE am/rr/fal

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