Kissinger deporá perante comissão italiana sobre seqüestro de Aldo Moro

Roma, 25 jun (EFE) - O ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger deporá em 30 de junho perante a comissão parlamentar italiana encarregada da investigação do seqüestro e posterior assassinato, por parte das Brigadas Vermelhas, do líder democrata-cristão Aldo Moro, em 1978.

EFE |

Francesco Rutelli, presidente da comissão parlamentar para a segurança da República, encarregada de controlar os serviços secretos, anunciou hoje que aproveitará uma visita de Kissinger à Itália para fazer algumas perguntas à autoridade americana.

Kissinger será a primeira de uma série de "personalidades de alto nível internacional" que a comissão que investiga o caso Moro interrogará.

O ex-secretário de Estado depôs em algumas das investigações sobre o seqüestro do líder democrata-cristão por parte das Brigadas Vermelhas e seu assassinato, 55 dias depois, um dos episódios mais dramáticos e obscuros da história da Itália.

Algumas das hipóteses levantadas em reportagens e livros sobre o episódio falam da pressão da Administração do então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, e da CIA (agência de inteligência americana) para que as Brigadas Vermelhas assassinassem o líder democrata-cristão.

Moro era o principal defensor da tese do chamado "compromisso histórico", que defendia uma colaboração da Democracia Cristã e do Partido Comunista.

O ex-vice-presidente da Democracia Cristã Giovanni Galloni revelou há alguns meses que durante uma recepção em Washington, em 1974, Kissinger disse a Moro que, se continuasse com sua linha, isso poderia ter "conseqüências pessoais gravíssimas". EFE ccg/db

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