Kirchner sai em socorro da mulher pedindo união entre peronistas

Buenos Aires, 10 abr (EFE).- Em seu primeiro discurso público desde que deixou o poder, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner pediu hoje a todos os peronistas que apóiem o Governo de sua esposa, Cristina Fernández.

EFE |

Em um ato no qual foi praticamente recebido como o presidente do Partido Justicialista (PJ), Kirchner, que desde dezembro trabalha para ocupar o posto, lançou uma mensagem conciliadora aos seus correligionários, aos quais convidou para um diálogo e propôs a superação dos conflitos internos.

"Somos soldados da causa nacional" e "vamos apoiar" Cristina Fernández, "nossa corajosa e digna presidente, incondicionalmente, com todos os nossos esforços", disse Kirchner, recebido por prefeitos de todo o país.

"Sabemos que apoiando Cristina estamos apoiando a possível solução dos problemas de milhões e milhões de argentinos", frisou o ex-presidente, que denunciou que, por trás da crise no setor agropecuário, houve tentativas de "desgastar" o atual Governo.

"Nunca mais vamos recuar. Nunca mais vamos permitir que nos tomem a constitucionalidade. Acreditamos na diversidade e na pluralidade", insistiu.

"Temos que seguir passo a passo o processo que a presidente lidera", acrescentou.

Kirchner pediu a todos os setores da sociedade argentina que evitem confrontos e divisões em "horas duríssimas para a pátria".

Na véspera da primeira reunião de Cristina com as patronais do setor agropecuário, o ex-chefe de Estado ressaltou a importância de o diálogo e o crescimento econômico fazerem parte de um modelo de justiça social que compatibilize o desenvolvimento da indústria e da agricultura.

"É preciso acabar com a idéia de que alguns têm de se impor a outros. A capacidade de diálogo não é a capacidade da imposição", afirmou. EFE mar/sc

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