Kirchner diz que Cristina quer acabar com desonra de companhias aéreas

Buenos Aires, 15 jul (EFE) - O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner afirmou hoje que sua esposa, a presidente Cristina Fernández, trabalha para terminar com a ignomínia que afeta a companhia Aerolíneas Argentinas, controlada pelo grupo espanhol Marsans.

EFE |

"Cristina está trabalhando vigorosamente para que a Aerolíneas Argentinas volte a servir ao povo como lhe compete e que termine a ignomínia que estamos sofrendo", disse Kirchner durante um ato convocado em frente ao Congresso de Buenos Aires para apoiar a política da presidente do país.

O comentário de Kirchner, líder do Partido Justicialista (peronista), aconteceu em meio às tensas negociações entre o Governo argentino e o grupo Marsans para buscar uma saída para a crise da Aerolíneas Argentinas.

"O importante é que o Marsans reconheceu um passivo de mais de US$ 800 milhões que inclui dívidas exigidas por US$ 240 milhões", destacou o secretário de Transportes argentino, Ricardo Jaime, após expor ao juiz a posição de seu Governo.

Jaime insistiu em que o Governo está à espera da decisão do juiz e evitou comentar as negociações com o grupo Marsans para acordar a saída da Aerolíneas Argentinas e de sua subsidiária de vôos domésticos Austral.

Segundo Jorge Pérez Tamayo, líder do sindicato dos pilotos (Apla), "há sobrevenda de passagens e uma situação de asfixia econômica e financeira", como alertado pelas centrais sindicais.

A decisão do grupo Marsans de deixar a Aerolíneas Argentinas, após ter acusado o Governo argentino de descumprir os compromissos que tinha contraído para relançar a companhia, precipitou a crise da empresa espanhola. EFE mar/bm/db

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