Kirchner ataca secretário americano por críticas à Argentina

Buenos Aires, 19 dez (EFE).- O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner voltou hoje a criticar o secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, por seus comentários sobre a suposta insegurança jurídica do país sul-americano.

EFE |

"É lamentável quando ouvimos as palavras deste senhor, que acredita que ainda existem os vice-reis, este senhor que se chama Arturo Valenzuela, que teve a falta de respeito de vir à Argentina para dizer que não havia segurança jurídica nem econômica", disse Kirchner em um ato do governante Partido Justicialista (PJ, peronista).

Para Kirchner, que governou a Argentina entre 2003 e 2007, "é lamentável que um funcionário do Governo americano diga isso".

"Devemos dizer à Valenzuela, com toda clareza e com todo respeito, que a perda de segurança jurídica foi feita por eles no mundo, com a queda das instituições financeiras", afirmou o ex-presidente, que na sexta-feira já tinha criticado a Valenzuela.

O marido da presidente Cristina Kirchmer assegurou que, com a crise global gerada nos Estados Unidos, "milhões de poupadores no mundo inteiro perderam todas as suas economias" e "milhões de americanos perderam seus trabalhos e casas".

"Querido senhor subsecretário, comece olhando para sua casa. Que segurança jurídica e econômica o senhor brinda a seus concidadãos? E depois venha à Argentina todas as vezes que quiser, mas entenda que a Argentina é um país justo, soberano, livre, independente e digno", justificou.

A polêmica foi gerada com as declarações feitas na quarta-feira por Valenzuela dentro de sua visita a Buenos Aires, quando em um encontro com a imprensa expressou as dúvidas das empresas americanas sobre a gestão da economia argentina.

O secretário americano apontou também ter notado uma "mudança" em relação ao clima de investimento entre as empresas de seu país e lembrou que, "em 1996 (durante o Governo Carlos Menem), havia muito entusiasmo e intenção de investir" na Argentina.

As declarações foram qualificadas como "pouco afortunadas" por vários altos funcionários do Governo Cristina Kirchner. EFE nk/rr

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