Kirchner aparece em público pela primeira vez após derrota parlamentar

Buenos Aires, 25 jul (EFE).- O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner reapareceu hoje em um ato público junto à sua esposa e sucessora, Cristina Fernández, pela primeira vez após a derrota parlamentar sofrida pelo Governo na semana passada, que suscitou a mais grave crise política do país em cinco anos.

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O presidente do Partido Justicialista (PJ, peronista) e Cristina Fernández apareceram juntos em um ato organizado na província de Buenos Aires, acompanhados pelos ministros do Interior Florencio Randazzo, e de Planejamento, Julio de Vido, um dos funcionários mais polêmicos e questionados do Governo.

Em seu discurso, a presidente voltou a evitar referir-se à crise do Executivo após a rejeição do Senado à alta de impostos para o setor agrário que desencadeou a renúncia do chefe de Gabinete e evidenciou a fratura dentro do peronismo.

Cristina Fernández fez várias referências a seu esposo, que se manteve em silêncio na mesa presidencial, e a quem se referiu como "queridíssimo ex-presidente da Argentina, presidente do Partido Justicialista e companheiro durante mais de 30 anos".

"Sou o primeiro cavalheiro", se limitou a comentar um sorridente Néstor Kirchner.

Kirchner tinha aparecido em público pela última vez no último dia 15, quando liderou uma mobilização em Buenos Aires em defesa da política do Governo no conflito com o campo, às vésperas do debate no Senado que pôs fim à alta de impostos agrícolas, dando passagem à maior crise política do país desde que o ex-presidente assumiu o poder, em maio de 2003.

Apesar de o Governo contar com maioria no Congresso e no Senado, a Câmara Alta rejeitou o projeto governamental com o voto decisivo do vice-presidente do país, Julio Cobos.

A partir daí se multiplicaram os rumores sobre possíveis mudanças no Governo, e alguns meios de comunicação chegaram a especular inclusive a possível renúncia da presidente.

A crise chegou ao seu pior momento na quarta-feira, com a renúncia do chefe de Gabinete Alberto Fernández, e o anúncio da nomeação do jovem peronista Sergio Massa, que tomou posse na quinta-feira. EFE mar/gs

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