Tóquio, 30 jun (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse hoje que transmitirá ao Governo de Mianmar (antiga Birmânia) a preocupação internacional sobre a situação da líder opositora, Aung San Suu Kyi, que poderá ser condenada a cinco anos de prisão.

Ki-moon fez as declarações em sua chegada ao Japão, onde permanecerá até a próxima quinta-feira, antes de voar para Yangun via Cingapura, para tratar com as autoridades do país sobre a prisão de Aung, informou a agência japonesa "Kyodo".

A visita de Ban Ki-moon a Mianmar, prevista para a próxima sexta-feira, se focará em conquistar compromissos na libertação de presos políticos, em abrir um diálogo com a oposição e de buscar o início de um processo democrático.

Aung Suu Kyi, de 64 anos, cumpria, desde 2003, a pena de prisão domiciliar imposta pelas autoridades e, se for declarada culpada em seu julgamento, pode ser condenada a até cinco anos de prisão e não poderá concorrer às eleições parlamentares, que serão realizadas em 2010.

Em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, Ki-moon também falou sobre a Coreia do Norte e concordou com o japonês que é inaceitável que o regime de Pyongyang obtenha armas nucleares.

Além disso, ambos se mostraram de acordo com a necessidade de uma implantação total das sanções da nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, contra o programa armamentista norte-coreano.

A resolução 1874 foi aprovada no dia 12 de junho, por unanimidade, depois do segundo teste nuclear norte-coreano no final de maio, e contempla sanções financeiras mais duras, como a proibição do comércio de armamento e inspeções de navios suspeitos.

Ki-moon chegou hoje ao Japão, para uma estadia de três dias, e se reunirá amanhã com o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, para falar sobre a crise com a Coreia do Norte e sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, onde o país asiático quer um assento permanente.

Além disso, os líderes discutirão sobre mudanças climáticas e outros temas de política internacional. EFE jmr/pd

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