Ki-moon pede calma sobre anúncio de pandemia

Nações Unidas, 11 jun (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje contra o alarme excessivo que a declaração da pandemia de gripe suína pode causar e ressaltou a necessidade de respeitar os direitos humanos e evitar a discriminação dos infectados.

EFE |

"O alerta se elevou, mas é só uma declaração sobre a propagação geográfica da doença. Não é causa de alarme", afirmou hoje Ki-moon durante sua entrevista coletiva mensal nas Nações Unidas.

Em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma pandemia pelo surto do vírus causador da gripe, declarado no final de abril e que infectou quase 30.000 pessoas em 74 países, causando a morte de 141 pessoas.

"Embora infeccioso, este novo vírus não parece, até o momento, ser tão severo como se temia e as taxas de mortalidade são baixas", indicou o secretário-geral, que afirmou também que embora o vírus por enquanto tenha afetado países mais desenvolvidos, a tendência poderia mudar e infecções passarem a acontecer nos países com sistemas sanitários menos desenvolvidos.

O secretário-geral da ONU advertiu, além disso, que a estação da gripe normal já está começando no hemisfério sul do planeta e que por isso, os países têm que estar preparados com melhor acesso às vacinas, remédios antivirais e antibióticos.

"A elaboração das vacinas já começou e as primeiras doses estarão disponíveis em setembro", indicou o responsável da ONU, que apelou também para a solidariedade global.

Insistiu também que as reações diante da declaração de pandemia devem ser coordenadas e "ter uma base científica". Pediu ainda aos Governos que evitem "ações precipitadas e discriminatórias como as restrições às viagens ou ao comércio".

No início de maio, logo depois que os primeiros casos da doença foram declarados, Ki-moon já tinha advertido os países contra as proibições de viajar e à imposição de restrições ao comércio de carne suína, decretados de forma injustificada por alguns Governos.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE emm/pd

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