Jornal norte-coreano chama Kim Jong-un de comandante supremo do Exército

Nomeação reforça especulação sobre momento em que filho de Kim Jong-il vai assumir o controle do país

iG São Paulo |

AP
Kim Jong-un, em foto de outubro de 2010
Um jornal estatal norte-coreano se referiu pela primeira vez a Kim Jong-un, filho do líder Kim Jong-il, como “comandante supremo” das Forças Armadas.

Kim Jong-un vem sendo chamado de “grande sucessor” pela imprensa local desde o anúncio da morte de seu pai, feito na segunda-feira.

“Declaramos de coração que promoveremos a revolução do 'Exército primeiro' com o camarada Kim Jong-un como nosso comandante supremo e nosso general", afirmou, em editorial, o jornal Rodong Shinmun.

Leia também: Saiba mais sobre o filho de Kim Jong-il

O editorial reforça a especulação sobre a possibilidade de Kim Jong-un assumir o controle do país. Durante décadas, analistas acreditavam que o sucessor do líder da Coreia do Norte seria Kim Jong-nam ou Kim Jong-chol, irmãos mais velhos de Kim Jong-un.

Mas a especulação de que o filho mais novo seria o escolhido ganhou força em 2009, com a notícia de que a agência secreta da Coreia do Sul teria instruído seus legisladores a apoiar a escolha de Kim Jong-un como o próximo líder.

Em 2010, a indicação de Kim Jong-un para a Comissão Nacional de Defesa foi vista como um possível sinal de que ele estava sendo preparado para o lugar do pai. A Comissão Nacional de Defesa da Coreia do Norte é o mais importante órgão do governo do país, e Kim Jong-il era o presidente dessa comissão.

Passaporte brasileiro

Na quinta-feira, o jornal japonês Yomiuri Shimbum afirmou que Kim Jong-un fez uma visita secreta ao Japão durante a infância usando um passaporte brasileiro.

De acordo com o jornal, em 12 de maio de 1991 ele e o irmão mais velho, Jong-chul, entraram no Japão para uma viagem de onze dias.

O visto japonês teria sido conseguido em Viena, na Áustria, e Kim Jong-un, que na época teria oito anos, teria usado o pseudônimo Joseph Pak.

O jornal não informou se outras pessoas os acompanhavam. Ainda de acordo com a publicação, os serviços de segurança suspeitaram das duas criança, mas elas já tinham deixado o país quando a investigação começou a ser realizada.

Recibos de cartões de crédito teriam mostrado que as crianças "provavelmente" visitaram a Disneylândia, nos subúrbios de Tóquio.

Com EFE e AFP

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