Kim Jong-il não assiste à comemoração dos 60 anos da Coréia do Norte

Cecilia Heesook Paek. Seul, 9 set (EFE) - A Coréia do Norte comemorou hoje o 60º aniversário de sua fundação com o tradicional desfile militar, ao qual não compareceu o líder norte-coreano Kim Jong-il, ausente do meio político há semanas. Observadores políticos e agências de espionagem da Coréia do Sul, Estados Unidos e dos demais países envolvidos no diálogo nuclear com a Coréia do Norte esperavam comprovar hoje se o líder deste país assistiria ao desfile em Pyongyang. O norte-coreano foi visto em público pela última vez em 14 de agosto, o que aumentam as especulações sobre seu estado de saúde, tido como precário, devido a seus excessos com a alimentação e o álcool. Segundo a agência japonesa Kyodo, Kim não presenciou hoje o desfile, rompendo com a tradição de suas aparições nos eventos militares realizados por ocasião do 50º e do 55º aniversários da fundação da Coréia do Norte, em 1998 e 2003, respectivamente. Kim teve um desmaio no mês passado, segundo um funcionário do Governo da Coréia do Sul em Pequim citado pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo. O mesmo jornal afirmou na semana passada que cinco médicos chineses visitaram Pyongyang no final de agosto, possivelmente para tratar o líder norte-coreano, que sofre de diabetes e problemas cardíacos. A saúde do líder norte-coreano - que oficialmente desempenha apenas o cargo de presidente da Comissão de Defesa Nacional - está intimamente relacionada com o destino da Coréia do Norte, já que Ki...

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O país interrompeu no final de agosto a desnuclearização negociada com Coréia do Sul, Rússia, Japão, China e EUA, países que integram o diálogo de seis lados.

Poucos dias mais tarde, várias fontes anunciavam que Pyongyang tinha iniciado a reconstrução do reator da central de Yongbyon - a maior instalação nuclear do regime comunista -, o que foi negado por Washington.

De modo que, além do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e outras iniciativas humanitárias, Pyongyang completou os 60 anos de sua fundação fechando a porta para as ajudas internacionais prometidas pelos países negociadores em troca de sua desnuclearização.

A China parabenizou hoje a Coréia do Norte pelos 60 anos de sua fundação, e elogiou o regime de Pyongyang por fazer com que o povo norte-coreano "atingisse conquistas históricas em seu processo de revolução socialista".

"Somos bons vizinhos. Chineses e norte-coreanos sempre viveram e viverão em coexistência pacífica", disse hoje em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Jiang Yu.

Antes, o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, enviaram uma carta a Kim Jong-il, felicitando o ditador norte-coreano e mostrando confiança em que "o povo da Coréia do Norte continue colhendo novos frutos em seus esforços em busca do desenvolvimento". EFE ce/ev/db

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