Tribunal de Moscou condenou ex-magnata do petróleo russo juntamente com o ex-sócio Platon Lebedev

Um tribunal de Moscou condenou nesta quinta-feira o ex-magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovsky e seu ex-principal sócio, Platon Lebedev, a 14 anos de prisão pelo roubo de milhões de toneladas de petróleo e a lavagem de US$ 23,5 bilhões.

A Promotoria russa havia pedido uma pena de 14 anos de prisão para ambos os acusados pelo roubo de 218 milhões de toneladas de petróleo no valor de US$ 27 bilhões a sua própria companhia privada, Yukos, e de lavagem de dinheiro.

Khodorkovsky e seu ex-sócio Platon Lebedev, no tribunal de Moscou
AP
Khodorkovsky e seu ex-sócio Platon Lebedev, no tribunal de Moscou
O magistrado Víctor Danilkin ordenou que, apesar de a nova condenação contar a partir de fevereiro de 2007, quando ambos os empresários foram processados pela segunda vez, seja contado o período que passaram em prisão desde 2003.

Os dois permanecerão na prisão até 2017, já que o tribunal levou em consideração a pena de oito anos a que foram condenados em 2005 - e que cumprem desde 2003 - após um primeiro processo de fraude fiscal, segundo o site dos defensores daquele que já foi o homem mais rico da Rússia, www.khodorkovsky.ru. "A pena de 14 anos começa a contar em 2003", precisa o site.

De acordo com o juiz Danilkin, "a única correção possível para Khodorkovsky e Lebedev é isolá-los da sociedade".

Dentro de uma cabine envidraçada, no tribunal, Khodorkovsky recebeu o anúncio da pena com um sorriso, após ter-se declarado culpado de fatos vivamente contestados pela defesa. Nosso exemplo mostra que na Rússia não há esperanças de proteção contra os burocratas", reagiu Khodorkovsky, em comunicado lido por um de seus advogados, à saída do tribunal.

Os dois detentos foram considerados culpados na segunda-feira, quando a sentença de 800 páginas começou a ser lida. Seus simpatizantes dizem que as acusações são motivadas por razões políticas. Khodorkosky entrou em rota de colisão com o ex-presidente e atual premiê russo, Vladimir Putin, por financiar partidos de oposição.

*Com AFP, BBC e EFE

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