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Khatami e Moussavi participarão do Dia de Jerusalém

Teerã, 16 set (EFE).- O líder da oposição reformista Mir Hussein Moussavi e o ex-presidente aberturista Mohammad Khatami devem participar da manifestação que ocorrerá na sexta-feira por causa do Dia de Jerusalém, informou hoje o diário Etemad.

EFE |

Segundo a publicação, como ocorreu em anos anteriores, a mobilização é uma herança do fundador da República Islâmica, aiatolá Ruhola Jomeini, para protestar contra a ocupação dos territórios palestinos e os crimes do regime sionistas.

"O dia de Jerusalém", ou "dia de Al Quds", foi institucionalizado por Khomeini com o objetivo declarado de defender os direitos do povo palestino e empreender uma política antiisraelense.

Todos os anos, a data reúne milhões de iranianos em manifestações pelas ruas da cidade.

Neste ano, as autoridades montaram um esquema especial para evitar que a data seja aproveitada pela oposição reformista e dê margem para uma nova onda de protestos contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta.

Além disso, evitaram a participação do ex-presidente Ali Akbar Hashemi Rafsanyaní no sermão, como era habitual, um dos maiores críticos com a atuação do presidente.

Em seu lugar subirá ao púlpito o sacerdote ultraconservador Ahmad Khatami, membro do Conselho de Guardiães e homem próximo ao líder supremo da Revolução iraniana, aiatolá Ali Khamenei, que respaldou a polêmica reeleição.

Em comunicado divulgado hoje em Teerã, o escritório encarregado de organizar o sermão Jutba na capital anunciou, além disso, que o discurso inicial será feito pelo próprio Ahmadinejad, que subirá ao púlpito pela segunda vez nas últimas três semanas.

A última vez em que Rafsanyaní liderou a oração da sexta-feira foi em 17 de julho, quando a libertação de todos os detidos nos protestos posteriores as eleições.

Cerca de 4 mil pessoas foram detidas durante a violenta repressão da revolta, que estremeceu a sociedade iraniana e a cúpula do regime.

A oposição reformista contabiliza 72 mortos e denuncia torturas e violações nas prisões. EFE msh-jm/dm

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