Khamenei diz que ligação do exterior com protestos no Irã não está provada

Teerã, 26 ago (EFE).- O líder supremo da Revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, insistiu hoje que os protestos após as eleições presidenciais fizeram parte de uma ação planejada, mas que ainda não foi provado se seus responsáveis receberam orientações do exterior.

EFE |

Em declarações divulgadas pela agência de notícias "Ilna", a autoridade máxima do Irã ressaltou que a tentativa de anular as eleições fracassou, graças à vontade divina e à ação do povo.

"Não posso acusar os líderes dos recentes eventos de serem instrumentos de países estrangeiros, como os Estados Unidos ou Reino Unido, já que, para mim, isso não está provado", disse Khamenei, durante um encontro com representantes de associações de estudantes em Teerã.

"Mas não existe dúvida de que este movimento foi planejado com antecedência. Os eventos não foram algo inesperado, no entanto, não se esperava a presença de algumas pessoas nele", ressaltou.

Aproximadamente 30 pessoas morreram e cerca de quatro mil foram presas, segundo números oficiais, durante os protestos gerados depois do anúncio do resultado das eleições realizadas do dia 12 de junho, que levaram o presidente Mahmoud Ahmadinejad à reeleição e que foram qualificados como fraudulentos pela oposição.

Diversos setores do regime iraniano acusaram o Ocidente, em especial os EUA, o Reino Unido, França e a Alemanha, de instigar os protestos, para provocar o que o Irã denomina de "uma revolução de veludo". EFE msh-jm/pd

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