Khadafi tenta convencer 200 mulheres a se converter ao Islã

O líder líbio, Muamar Khadafi, tentou convencer 200 mulheres romanas a se converter ao Islamismo. Em uma recepção oferecida na noite de domingo na capital italiana, onde participa da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da ONU, Khadafi falou das maravilhas do Islã e assegurou que a religião não discrimina as mulheres, como muitos pensam.

BBC Brasil |

O evento foi organizado por uma agência de Roma, que recrutou as mulheres com idades entre 18 e 35 anos e com pelo menos 1,70 m de altura para participarem. Outra condição para entrar na recepção era o traje discreto: minissaias e roupas decotadas foram vetadas.

O evento foi descrito pela agência como uma oportunidade para "troca de opiniões" e, durante o qual, elas receberiam "um presente líbio". Sem saber quem estava oferecendo a recepção, as 200 mulheres esperaram o início do evento "com apenas um copo d'água".

Uma hora depois a identidade do anfitrião foi revelada. Durante duas horas, Khadafi discursou sobre os benefícios do Islã, o papel da mulher na religião e encorajou suas convidadas a virarem muçulmanas. Elas foram embora com um cachê de 50 euros no bolso (R$ 128) e uma cópia do Corão cada uma.

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