Kerry reconhece direito do Irã de enriquecer urânio

Londres, 11 jun (EFE).- O presidente do comitê de Relações Exteriores do Senado americano, John Kerry, reconheceu o direito do Irã ao enriquecimento de urânio, embora apenas dentro de um programa nuclear civil.

EFE |

Em entrevista ao jornal "Financial Times", Kerry, que foi candidato democrata à Casa Branca em 2004, qualifica de "ridícula" a exigência do ex-presidente George W. Bush de impedir Teerã de desenvolver esse processo.

"Todo isso não passava de diplomacia empolada, de energia desperdiçada. A única que (Bush) conseguiu foi endurecer as posturas", afirma o democrata, que acrescenta que os iranianos "têm direito à energia nuclear pacífica e ao enriquecimento com esse fim".

Segundo o jornal, esses comentários de Kerry acontecem em meio ao crescente nervosismo israelense sobre a posição do Governo Barack Obama em relação ao Irã.

Os Estados Unidos advertiu recentemente o Governo israelense contra a possível tentação de atacar as instalações nucleares do Irã, medida que, na opinião de Washington, seria contraproducente.

Uma resolução de março de 2006 do Conselho de Segurança da ONU que exigia que o Irã suspendesse o programa de enriquecimento de urânio.

No entanto, Teerã acelerou seu programa nuclear e produziu 1,3 tonelada de hexafluoreto de urânio enriquecido, mais que suficiente, uma vez processado, para fabricar uma bomba nuclear.

Segundo Kerry, com o fracasso das tentativas de Bush de obrigar Teerã a aceitar "as linhas" fixadas por Washington no tema nuclear, Obama tem de conseguir o apoio da comunidade internacional para uma reivindicação que tenha possibilidades de prosperar.

O democrata assinala que é preciso pelo menos exigir do Irã mais informação sobre a natureza exata de seu programa nuclear, que alguns no Ocidente temem que tenha como único objetivo transformar o país em uma potência nuclear, como já é Israel. EFE jr/mh

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