O senador democrata Edward Kennedy foi ovacionado por seus colegas, ao voltar para o Senado americano, nesta quarta-feira, pela primeira vez desde que recebeu o diagnóstico de câncer no cérebro.

Kennedy se apresentou para uma votação sobre o programa público de saúde para idosos do Medicare, durante uma pausa de seu tratamento de rádio e quimioterapia.

Ele foi operado de um tumor cerebral no mês passado.

O senador caminhou, lentamente, de seu carro até o prédio do Capitólio.

Foi aplaudido de pé por senadores republicanos e democratas no plenário.

"Volto hoje ao Senado para manter minha promessa aos nossos cidadãos idosos e para proteger o Medicare", declarou Kennedy, o patriarca da dinastia política da família Kennedy.

"Ganhar, perder, ou empatar, queria estar lá. Não ia correr o risco de que meu voto não fizesse a diferença", completou.

O patriarca de 76 anos, último irmão vivo do ex-presidente John F. Kennedy, havia sido submetido a uma biópsia no cérebro que diagnosticou um glioma maligno no lobo parietal esquerdo.

Esses gliomas malignos aparecem, em geral, após mudanças genéticas de algumas células do cérebro que sustentam a atividade neurológica. Sua origem continua sendo, porém, um mistério, de acordo com especialistas.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, a expectativa média de vida com esse tipo de câncer é de alguns meses a cinco anos, dependendo da evolução do tumor. Graças a novos remédios e tratamentos, a taxa de sobrevida vem aumentando ao longo da última década.

Mais novo de quatro irmãos, Edward se tornou o patriarca do clã depois dos assassinatos de JFK, primeiro presidente católico dos Estados Unidos, em novembro de 1963, em Dallas e, cinco anos mais tarde, de Robert Kennedy, candidato presidencial.

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