Kate e Gerry McCann dizem que nunca deixarão de buscar Madeleine

LISBOA - Kate e Gerry McCann, pais da menina britânica Madeleine, que desapareceu em maio de 2007 em Portugal, afirmaram, nesta segunda-feira, que nunca deixarão de procurar pela filha, depois que a promotoria portuguesa decidiu arquivar o caso por falta de provas.

Redação com agências internacionais |

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Kate e Gerry rezam durante missa
realizada em Portugal para Maddie
Em um rápido comparecimento perante a imprensa, o casal demonstrou alívio com a decisão da promotoria portuguesa de levantar a condição de suspeito que pesava contra eles, mas assegurou que não havia nada a comemorar.

"É difícil descrever o desespero que sentimos ao sermos considerados suspeitos e, posteriormente, sermos retratados na imprensa dessa maneira pelo desaparecimento de nossa própria filha", disse Kate McCann em Rothley (centro da Inglaterra), junto à casa da família.

"Foi igualmente devastador presenciar o efeito prejudicial que esse status (de suspeitos) teve na busca de Madeleine", acrescentou, emocionada.

Assim que a decisão da justiça portuguesa foi anunciada, o porta-voz do casal McCann, Clarence Mitchell, expressou o "alívio" de seus clientes, descartando, no entanto, qualquer "comemoração". "Os pais de Madeleine nunca deveriam ter sido indiciados", acrescentou.

Caso arquivado

O procurador-geral de Portugal, Fernando José Pinto Monteiro, arquivou nesta segunda-feira o caso do desaparecimento da menina Madeleine McCann e isentou os pais dela de envolvimento no episódio.

O Ministério Público decidiu "arquivar a investigação sobre o desaparecimento da pequena Madeleine McCann, por falta de provas de que as pessoas indiciadas tenham cometido algum crime", diz um, comunicado do Procurador-Geral da República.

Em conseqüência, o Ministério Público decidiu "suspender os indiciamentos" dos pais da menina, Gerry e Kate McCann, e do britânico Robert Murat, que recentemente recebeu uma indenização dos jornais britânicos pelas acusações.

Apesar dos pais acreditarem no seqüestro da menina, a polícia judiciária portuguesa anunciou privilegiar a tese da morte da menina. Em 7 de setembro de 2007, os pais foram indiciados como suspeitos de terem escondido o corpo de sua filha depois de uma morte acidental.

Desconfiando da polícia portuguesa, os McCann contrataram detetives particulares para continuar a investigação.

O Ministério Público português destacou que o caso pode ser reaberto "se novos elementos aparecerem", e confirmou que qualquer pessoa "que mostrar um interesse legítimo" terá acesso aos documentos da investigação até meados de agosto, "quando expira o prazo legal".

Entenda o desaparecimento de Maddie

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Caso Maddie mobilizou a imprensa internacional
A britânica Madeleine McCann, 3 anos, foi seqüestrada no dia 3 de maio de 2007, dias antes de seu 4º aniversário, na Praia da Luz, sul de Portugal, quando dormia com seus irmãos em um quarto de hotel. Seus pais supostamente estavam jantando em um restaurante da região.

Dizendo-se convencidos de que sua filha tinha sido seqüestrada, Gerry e Kate McCann fizeram uma campanha mundial para tentar encontrar sua filha, mobilizando o jogador de futebol David Beckham, a escritora de Harry Potter, J.K. Rowling e conseguindo até uma audiência com o papa Bento 16 no Vaticano.

Em setembro, a polícia portuguesa considerou os pais de Maddie oficialmente suspeitos pelo desaparecimento da menina, que os acusou de terem matado-a por acidente e terem sumido com o corpo. Meses depois, as acusações foram retiradas.

(*Com informações das agências EFE e AFP)

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