Karzai tenta contentar a todos com o novo gabinete afegão

O presidente afegão, Hamid Karzai, apresentou neste sábado um governo destinado a contentar tanto a comunidade internacional comprometida na guerra contra os talibãs como aos homens influentes que o apoiaram, ante um parlamento que deve aprovar cada nomeação.

AFP |

Depois de uma sessão agitada, o vice-presidente Mohamad Qasim Fahim anunciou que os nomes dos 25 ministros designados serão submetidos à aprovação dos parlamentares, depois da agitada abertura da sessão, na qual os deputados colocaram em dúvida a legalidade do processo.

A composição do governo será estudada pela comunidade internacional, que pede ao presidente Karzai que combata a corrupção endêmica do país e pede um governo composto por ministros íntegros e competentes.

Karzai foi reeleito para um novo mandato de cinco anos depois de um calamitoso processo eleitoral, marcado por fraudes em massa no primeiro turno de 20 de agosto e pela retirada de seu principal adversário na disputa, Abdullah Abdullah.

Os ministros chaves do Interior, Mohamad Hanif Atmar, e da Defesa, Abdul Rahim Wardak, devem conservar suas pasta, da mesma forma que os da Educação e da Saúde, apreciados pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha.

Como no governo anterior, o gabinete proposto por Karzai conta com uma única mulher, Husn Banu Ghanzanfar, mantida como titular da Condição Feminina.

Dos nomes revelados neste sábado, onze são ministros mantidos em suas funções, oito são novatos e quatro antigos ministros que voltam ao executivo.

"Há poucas caras novas. Muitos ministros foram mantidos em suas funções a pedido da comunidade internacional e principalmente dos Estados Unidos", comentou o analista político Waheed Mujda, acrescentando que isso pressagia que não haverá mudanças maiores na política do governo.

A composição do governo supõe um sutil equilíbrio entre as demandas da comunidade internacional, que pede que Karzai lute contra a corrupção endêmica, a necessidade política de recompensar os homens de influência que apoiaram sua reeleição.

Um dos homens fortes do oeste do país, o ex-chefe de guerra da resistência contra os soviéticos e da luta contra os talibãs, Isamil Jan, foi confirmado no ministério da Energia.

Outro ex-mudjahedine e popular governador de Nangarhar (leste), Gul Agha Shirzai, no entanto, não figura na lista apresentada, apesar de poder ser um dos dois ministros cujo nome ainda devem ser divulgados.

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