Paris - O presidente afegão, Hamid Karzai, acusou os Estados Unidos de atacar-lhe porque queria que ele fosse mais submisso, e insistiu em defender os resultados que saiam das eleições presidenciais apesar das irregularidades, inevitáveis em um país como o seu.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal francês "Le Figaro", Karzai considera que os ataques de Washington contra algum de seus colaboradores mais próximos são na realidade dirigidos contra ele, porque os americanos gostariam que fosse "mais dócil".

"Se equivocam, porque seu interesse como amigos e aliados é que o Afeganistão tenha um presidente respeitado por seu povo. Ninguém tem interesse em que o presidente afegão se transforme em uma marionete americana", afirma o atual presidente.

Até agora, e com dados referidos a 74,2% dos colégios, Karzai conseguiu 48,6% dos votos, embora grande parte dos colégios que restam por contar estão em suas fortificações pashtuns do sul e do leste afegãos.

Só será necessário o segundo turno se nenhum dos candidatos obtiver 50% dos votos.

Karzai espera também "melhorar seu resultado" com o apoio "suplementar" da comunidade uzbeque e uma boa parte dos hazaras e tayikos do país, aos quais atraiu em parte na campanha mediante acordos com alguns "senhores da guerra".

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