Karzai pede mais coordenação internacional na luta contra terrorismo

Munique (Alemanha), 8 fev (EFE).- O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, reivindicou hoje, na conferência sobre segurança realizada em Munique, uma melhor coordenação da comunidade internacional na luta contra o terrorismo e o cultivo de drogas.

EFE |

Karzai ofereceu hoje sua visão sobre a situação no Afeganistão, durante o último dia de debates desta conferência, centrada quase exclusivamente em analisar a evolução desse país.

O presidente lamentou que a falta de coordenação internacional e a corrupção interna em seu país fez com que se gastasse muito dinheiro e não se conseguisse o bem-estar necessário para ter a aceitação da população.

Karzai anunciou que, após as próximas eleições, convidará todos os talibãs que não fazem parte da Al Qaeda a retornar ao país e participar da reconstrução.

Criticou que um dos problemas ao conseguir o apoio da população foi devido às detenções e revistas de casas arbitrárias por parte das forças internacionais.

Segundo ele, o processo de pacificação de seu país não teve uma evolução positiva por causa de erros fundamentais cometidos no início, fundamentalmente a não ocupação dos redutos terroristas para onde se recuaram os talibãs e a Al Qaeda.

Hoje, disse, volta a haver problemas graves em pelo menos dez províncias, tudo porque os redutos e o financiamento dos terroristas não foram combatidos a tempo, e pela demora em instruir a Polícia.

Em relação ao forte aumento da produção de ópio, que, segundo reconheceu Karzai, não era registrado nem durante a época dos talibãs, o presidente ressaltou que as respostas para esta situação devem ser buscadas entre todos.

O presidente afegão ressaltou que seu país tem cultivos de drogas, mas não é um Estado que vive das drogas, pois, nesse caso, não precisaria da ajuda financeira internacional.

Apesar de tudo, Karzai disse que seu país conseguiu avançar na visão de se transformar em um Estado de bem-estar, como mostra o fato de quase 7 milhões de crianças voltarem à escola, que haja 15 universidades e vários jornais que têm liberdade de imprensa.

"Temos um Parlamento, uma economia melhor e participação da mulher em todos os âmbitos", disse. EFE ih/an

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