O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, condenou nesta quarta-feira as alegações feitas pela União Europeia a respeito das fraudes cometidas nas eleições gerais do país. Monitores europeus disseram que http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/09/16/observadores+da+ue+avaliam+em+15+mi+os+votos+suspeitos+no+afeganistao+8469908.html target=_topcerca de 1,5 milhão de votos, ou um quarto do total, podem ter sido falsificados.

"O anúncio de hoje sobre o número de votos suspeitos, feito pelo chefe e o vice da comissão de monitoramento eleitoral da União Europeia é parcial, irresponsável e contradiz a constituição afegã", afirmou um comunicado emitido nesta quarta-feira pelo escritório de campanha de Karzai.

O comunicado diz também que os monitores europeus deveriam ter encaminhado suas conclusões para órgãos afegãos de fiscalização eleitoral.

"Acreditamos que a única forma de legitimar o resultado do atual processo é permitir que as instituições legais completem seu trabalho", diz.

ONU

A porta-voz da missão europeia, Dimitra Ioannou, disse suspeitar de 1,1 milhão de votos para Karzai e de 300 mil votos computados para seu maior rival, o ministro das Relações Exteriores, Abdullah Abdullah.

"Uma enorme fraude acontecia nas seções eleitorais e quando as urnas chegaram para a contagem, ao invés de serem quarentenadas para investigação, elas foram aceitas como resultados válidos", disse ela.

Correspondentes dizem que esta foi a mais séria das várias acusações de fraude feitas desde as eleições do dia 20 de agosto.

Resultados preliminares indicam que Karzai conquistou 54,6% dos votos contra 27,8% de Abdullah com um comparecimento de 38,7%. Os resultados oficiais devem ser anunciados em semanas.

As eleições causaram desavenças também para a missão da ONU no Afeganistão, segundo seu chefe, o norueguês Kai Eide.

Ele admitiu que seu vice, o americano Peter Galbraith deixou o país após um desentendimento. Relatos afirmam que o americano seria favorável à recontagem total dos votos, o que poderia deixar o Afeganistão em um limbo político por meses.

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