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Karzai diz que reforço dos EUA ao Afeganistão chega atrasado

WASHINGTON (Reuters) - O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, elogiou em entrevista transmitida na quinta-feira o envio de 17 mil soldados adicionais dos EUA para o seu país, mas afirmou que as tentativas de estabilizá-lo estão sete anos atrasadas. A violência no Afeganistão está em seu maior nível desde que forças dos EUA e aliados locais derrubaram o regime islâmico do Taliban, no final de 2001. Um relatório da ONU alertou na semana passada que a segurança pode piorar neste ano, por causa da recuperação da insurgência.

Reuters |

Em entrevista ao apresentador Jim Lehrer, da TV pública norte-americana, Karzai disse que desde 2002 vinha pedindo a presença de mais tropas estrangeiras sob o comando da Otan.

"Continuamos solicitando. Ela não aconteceu. Gostaria que essas tropas tivessem chegado naquela época. Elas estão sete anos atrasadas", disse Karzai, quando questionado sobre sua opinião a respeito dos reforços prometidos pelo governo de Barack Obama.

"Apesar disso (da demora), que eles venham e forneçam uma melhor segurança ao povo afegão, protejam as fronteiras, evitem a entrada de terroristas no Afeganistão - eles são bem-vindos para fazerem isso", acrescentou Karzai, na entrevista concedida em seu gabinete, em Cabul.

Quase 70 mil soldados estrangeiros, sob comando da Otan e dos EUA, colaboram com dezenas de milhares de forças locais no combate à insurgência islâmica.

Karzai elogiou Obama por rever a política dos EUA para o Afeganistão, e disse esperar medidas destinadas a fortalecer as forças afegãs.

"Continuamos ouvindo que (a nova política) pode conter um elemento de ampliar as forças afegãs, tanto a polícia quanto o Exército; isso é uma coisa boa, saudamos", disse Karzai.

A Casa Branca não comenta a revisão da política para o Afeganistão. O jornal The New York Times disse que uma opção cogitada é dobrar o contingente nativo, que chegaria a cerca de 400 mil policiais e soldados.

A cinco meses da eleição presidencial, Karzai disse que ainda não se decidiu sobre disputar um novo mandato.

"Vou decidir com base em se sou a melhor pessoa para concorrer - continuar concorrendo por este país, ou se há outras possibilidades para o Afeganistão escolher."

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